O nosso Estilo de Vida

Vivemos numa sociedade fragmentada em todas as áreas da vida; com problemas relacionais, de identidade e de segurança. Em vez de amor com compromisso (ÁGAPE) encontramos amor egoísta e sentimental; Em vez de valores e normas divinos encontramos injustiça e culpa sentimental; Em vez de exemplos honestos e humildes encontramos heróis de sucesso, pouco íntegros; em vez de líderes que servem o bem comum, encontramos pessoas que manipulam e lutam pelo poder.

 

Vivemos numa sociedade onde o TER tem muita importância, o padrão é ambição, bens e consumo (o ABC deste mundo). Existem muitas dependências (drogas, álcool, pornografia, tecnologia) mas agora aparece mais uma: a do consumo. O consumo define o nosso valor, a nossa identidade, a nossa segurança; transmitindo uma felicidade superficial, egocêntrica e hedonista (seduzidos pelo marketing), com o foco na beleza física e na auto-realização.

 

A consequência deste individualismo e materialismo é a exploração da terra e a exploração das pessoas pobres. Para satisfazer o estilo da vida do mega consumidor, que tem uma pegada ecológica gigante (precisaríamos de 7 planetas se todas as pessoas vivessem assim), milhões de “escravos modernos” trabalham por um salário injusto em condições desumanas (muitas vezes recorrendo ao trabalho infantil). A distância entre produtores e consumidores fica cada vez maior, o que está a desligar as pessoas da realidade; cujas consequências são as seguintes:

 

1. Criação de mega consumidores, sem perceber como e de onde vem as coisas e sem conhecer o sacrifício da produção das mesmas

2. Gratificação instantânea, sem perceber que perdemos o respeito pelos limites e sem aprender paciência e auto-controle

3. Demasiada informação sem ligação directa com a realidade; uma vida virtual, de imagens, sem experiências da realidade

 

Richard Louve, no seu livro “The Last Child In The Forest”, alertou-nos pela preocupação sobre os comportamentos desviantes das crianças e dos jovens que vivem uma vida “virtual”, completamente desligados do campo e da natureza, da realidade das experiências da vida real, descobrindo se assim uma nova potologia: o NDD (Nature Deficit Desorder/ Défice de Natureza).

 

Precisamos de uma reflexão sobre os valores do nosso estilo da vida, porque a nossa identidade (e valor) não está no TER mas no SER. Somos feitos à imagem do nosso Criador para cuidar, respeitar e proteger. Houve Alguém que entrou na história (há 2000 anos) para restaurar o nosso relacionamento com o Criador, para restaurar os relacionamentos com o nosso próximo e para restaurar o nosso relacionamento com a criação, infelizmente esta Pessoa ficou aprisionada num embrulho religioso (para não ter o efeito planeado). O psiquiatra Augusto Cury diz, com razão, que: “Precisamos de um choque de lucidez para acordar e conhecer Jesus como Ele é, e viver uma vida de paz em vez de stress e competição; uma vida de partilha em vez de uma vida de coleccionamento bens; uma vida de praticar a justiça em vez de corrupção".

 

Os nossos princípios para um estilo de vida sustentável: "a economia do suficiente") baseiam-se principalmente num compromisso. Uma vida de respeito, responsabilidade e integração passa pelo respeito por aquilo que Deus criou, que se pode reflectir no seguinte: ética no uso dos recursos, não desperdiçando comida, agua, electricidade, combustível; comprar de preferência de produtos de comércio justo, agricultura biológica e de produção local sempre que possível; viver com o essencial, não no luxo, ser criativo e generoso; ser pró-activo e usar o poder do consumidor para promover a justiça social e o cuidado do meio-ambiente.

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